Pesquisa aponta a importância da comunicação entre investidores sociais e organizações

 

Realizada pela PeaceLabs, pesquisa aponta importância de manter comunicação entre organizações e investidores.

A diversificação de fontes de renda é uma das estratégias mais fundamentais quando se trata da sobrevivência e sustentabilidade de organizações de impacto social. Ter o repasse de recursos concentrado nas mãos de um investidor ou doador é manobra arriscada, uma vez que, em momentos de instabilidade política e econômica, como o que o Brasil vive agora, os recursos  podem cessar e prejudicar as atividades desenvolvidas.

Claro que não há uma fórmula única e garantida para mobilizar recursos, sensibilizar investidores para a sua causa e encontrar novas estratégias eficientes de financiamento. Entretanto, existem orientações e sugestões que podem ajudar as organizações nesse sentido.

Uma dica importante a ser observada é a trazida pela pesquisa “Cenário brasileiro de comunicação entre investidores e projetos sociais”, realizada pela empresa PeaceLabs, com o apoio do Instituto Legado e da agência Nossa Causa. Segundo o estudo, apenas 5% dos investidores sociais está satisfeito com o processo de entrega de resultados por parte das organizações nas quais aplicaram recursos financeiros: 93% acredita ser muito importante melhorar esse processo de retorno.  

Investir um recurso e não receber uma devolutiva sobre o investimento pode gerar um ruído de comunicação e falta de confiança na organização, o que, em muitos casos, acarreta o descontinuamento do repasse. Segundo a pesquisa, essa situação já aconteceu com 40% das instituições entrevistadas.

Nesse sentido, um dos caminhos importantes a ser seguido é melhorar a comunicação entre organização e investidor. Apesar de 72% das organizações da sociedade civil (OSC) acreditarem que perderiam os investimentos sem uma relação estruturada com seus mantenedores, existem desafios no dia a dia que se interpõem na realização dessa devolutiva, como: a própria manutenção do relacionamento a longo prazo com o(s) financiador(es); a definição de indicadores; o acompanhamento dos resultados e impacto em tempo real; elaboração de relatórios, entre outros.

Entretanto, documentos como orçamento do projeto (enviado por 66% das organizações), relatório periódico (53%), relatório final do projeto (64,5%) e prestação de contas (63%) são fundamentais na construção de uma relação de confiança, uma vez que nove em cada 10 investidores sociais consideram altamente relevante conseguir entender os resultados de seus investimentos. Esse “caminho de volta”, com os esforços de mostrar quais impactos os recursos aplicados na organização geraram, pode servir como uma forma de não só manter essa via de financiamento, mas também mobilizar recursos de outras fontes.

A pesquisa foi realizada com 215 OSC, empreendedores sociais e 16 investidores sociais, sendo a maioria dos entrevistados da região Sudeste (48%) e Sul (27%). As fontes de financiamento daqueles que participaram da pesquisa são diversas, mas concentram-se em pessoas jurídicas sem (23,6%) e com incentivo fiscal (22%).

O levantamento pode ser acessado na íntegra nesse link, onde também está disponível um checklist com 15 itens que devem constar no relatório anual.

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