Organização de Santo André aposta em diversificação de fontes para garantir sustentabilidade financeira

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A Associação Missionária dos Franciscanos Menores Conventuais, ou apenas “Cidade dos Meninos”, como é popularmente conhecida em Santo André, na região do ABC Paulista, faz de tudo um pouco por sua comunidade. Seu modelo de atuação se reproduz Brasil adentro em tantas outras organizações da sociedade civil de perfil de assistência básica à população. Em seu espaço de mais de 50 mil metros quadrados – uma verdadeira cidade de atividades – possui uma creche, um centro esportivo e de convivência, espaço para realização de cursos profissionalizantes e até um centro de reabilitação com atividades de hidroterapia, acupuntura e equoterapia para pessoas com deficiência.

Idealizada por Frei Pio Populin, foi instituída em 11 de fevereiro de 1961. Durante os primeiros 15 anos, funcionou como internato e semi-internato. Na segunda metade dos anos 70, após um amplo debate com os segmentos mais significativos da sociedade de Santo André, decidiu-se terminar com o internato, e encampar novas ações que beneficiassem à comunidade. Ali começava a surgir este enorme complexo que é uma referência em áreas como assistência social, educação, saúde e cultura.

Apesar de sua história encontrar similaridades entre tantas outras organizações brasileiras, é na estratégia de financiamento que a associação se diferencia. Por meio de uma equipe dedicada e de alguns voluntários, mobiliza recursos via doações dos instituidores, convênios públicos, parcerias com empresas, captação com pessoa física e até com a oferta de serviços a partir de um negócio social que gera receitas para a entidade.

“São 57 anos de trabalho. Conforme fomos nos desenvolvendo, veio o desafio sobre como manter os programas – que também não paravam de crescer. A preocupação com uma estratégia de autofinanciamento vem desde a década de 1990. Queríamos uma frente de negócios que garantisse nossa operação”, conta Carlos Alberto Alborguete, coordenador administrativo da Associação Cidade dos Meninos.

Hoje, a Cidade dos Meninos aposta em uma fonte de renda pouco usual em organizações sociais: possui uma academia de ginástica com piscina semiolímpica aquecida e oferece aulas (a preços mais acessíveis do que a média de mercado) regularmente à população. São dois mil alunos atualmente. Com tantas fontes de recurso – e muito esforço – mantém um custo mensal fixo de 500 mil reais.

“Com o apoio da Fundação Salvador Arena e a ideia da academia – que já foi ampliada três vezes -, nosso projeto virou realidade. Acho que as organizações sociais precisam de formas de sustentação que vão além dos convênios públicos. Foi dessa forma que passamos por todos os altos e baixos”, conclui Carlos Alberto.

Quer saber mais? Acesse: cidademeninos.org.br

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