Instituto de Defesa do Direito de Defesa aposta na diversificação para captar recursos

O Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) foi um dos cases apresentados na seção ‘Conexões’ do terceiro fascículo da Coleção Mobiliza, que teve como tema “O desafio da sustentabilidade das organizações em uma democracia em transformação”. As três organizações apresentadas na seção estão em diferentes estágios de maturidade, mas têm em comum a aposta na inovação, seja em suas atividades e projetos ou na diversificação da mobilização de recursos e na busca pela sustentabilidade financeira. Conheça o IDDD a seguir.

O Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) foi criado no ano 2000 por advogados criminais que atuavam individualmente em favor de pessoas que não tinham condições de pagar por uma defesa. Juntos, decidiram criar uma organização com a missão de fortalecer o direito de defesa de qualidade e as garantias individuais em um processo penal, como um processo justo, direito à presunção da inocência, além da democratização do acesso à justiça.

Hoje, os mutirões são realizados com recortes específicos e objetivos definidos previamente como, por exemplo, um mutirão voltado para a mulher no cárcere. Os dados levantados a partir dessas atuações são organizados em sistematizações e publicações, que podem ter um desdobramento de advocacy e incidência em projetos de lei, assim como em julgamentos nos tribunais.

Além da atuação jurídica, o Instituto conta com outros projetos, como a correalização de um documentário, em 2014, discutindo o sistema de justiça, e o “Olhar Crítico”, que propõe diálogo com jornalistas e estudantes de jornalismo com objetivo de debater a cobertura de casos criminais pela imprensa e a importância da mídia considerar o direito de defesa e a presunção de inocência. Atualmente, o Instituto é mantido por contribuições de fundações, de escritórios de advocacia e cerca de 500 associados, que pagam uma mensalidade.

Segundo Marina Dias, diretora executiva do IDDD, o Instituto faz um resgate dos valores inerentes a um estado democrático de direito, de respeito à diversidade, às garantias fundamentais e de respeito.

“A inovação talvez esteja nas estratégias que usamos para esse fim, com a atuação jurídica nos casos, da articulação e advocacy com os atores do sistema de justiça e do acompanhamento de projetos de lei. Um desafio atual é ter uma política mais clara de captação de re- cursos com os escritórios e com os associados também. Nós temos tentado cada vez mais fortalecer o eixo da comunicação, em uma busca por diálogo e sensibilização, engajando mais os associados e pensando em novas formas de mostrar aos escritórios de advocacia o que eles ganham ao apoiar o IDDD. Quando abrimos a possibilidade de um associado participar de um projeto nosso, ele se sente parte dessa causa, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, e esse ‘pertencer’ faz toda a diferença. A potência do IDDD está no fato de que temos especialistas que atuam no campo dos direitos humanos e temos advogados criminais que veem diariamente os desafios da justiça criminal. Juntando essas duas perspectivas, nós nos diferenciamos como uma organização de especialistas. Estamos em um processo de inovação de olhar para questões de governança e criar cada vez mais espaços de conversa.”

Marina Dias participou do lançamento do fascículo 3 durante Webinar que discutiu o desafio da sustentabilidade das organizações em uma democracia em transformação. Confira a transmissão aqui.

 

* As fotos utilizadas nessa matéria pertencem ao acervo do IDDD e são do projeto ECid (Educação para Cidadania no Cárcere). 

(*) A matéria é parte do terceiro fascículo da Coleção Mobiliza, que teve como tema: “O desafio da sustentabilidade das organizações em uma democracia em transformação”. Clique aqui para baixar a publicação completa.

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