Geração e compartilhamento de conhecimento na área social precisam ser ampliados

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Ao observar o campo social brasileiro é possível identificar algumas ilhas de conhecimento. Talvez resida aí certa fragilidade do setor no enfrentamento a desafios comuns – como é o caso da sustentabilidade financeira em médio e longo prazo. Apesar de reconhecidos esforços de organizações como ABONG, ABCR, GIFE e tantas outras, precisamos criar pontes, gerar e compartilhar conhecimento.

Quando voltamos o olhar para o feixe privado, a troca é ainda menor. Na ideia isoladora de que é preciso guardar saberes estratégicos a sete chaves, consultorias e investidores sociais colaboram pouco entre si e se fecham em operações pouco cooperativas na linha do conhecimento. Mas, aos poucos, já possível detectar projetos transformadores.

Iniciativas como a Sinapse, o Mapa das Organizações da Sociedade Civil e a plataforma Captamos são exemplos de gestão do conhecimento e cooperação. São experiências que fortalecem o campo, conectando pontos de uma rede comprometida em gerar e promover saberes sobre o universo das organizações da sociedade civil no Brasil.

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Iara Rolnik, gerente de conhecimento do GIFE

Iara Rolnik, gerente de conhecimento do GIFE, lembra que foram muitos os avanços nas últimas décadas. Além de importantes centros de estudos do terceiro setor como o CETS-FGV, CEATS-FEA/USP e NEATS-PUC, ela lembra um marco do campo: a pesquisa FASFIL, considerada por anos o mais importante mapa do setor social brasileiro.

“Observamos que o campo, aos poucos, foi entendendo a indução de conhecimento como chave de transformação social. Desde os anos 80 vem surgindo importantes observatórios de políticas públicas e iniciativas de monitoramento de dados de investimento social. As organizações passaram a se entender como objeto de conhecimento e produtoras de informações, como, por exemplo, no caso de questões jurídicas”, explica.

Contudo, Iara aponta lacunas. “Ainda existem questões pouco mapeadas. Por exemplo os tipos de fonte de recursos que financiam o trabalho das organizações. O próprio Mapa das Organizações da Sociedade Civil está tentando chamar atenção pra isso, disponibilizando uma ferramenta para que as próprias entidades respondam. O setor só tem a ganhar com isso.”

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Monica Gregori, sócia diretora da agência Cause.

O tema conhecimento e suas interfaces com a comunicação de causas é, inclusive, uma agenda importante dentro do GIFE. A série Tendências, por exemplo, chama a atenção para o tema do diálogo entre organizações sociais e da cooperação na geração e disseminação de saberes.

“Hoje em dia no campo social não basta comunicar, é preciso convidar para o diálogo. Fazer e comunicar juntos. Cooperar e co-criar são as ideias do momento. Com a comunicação em rede, vivemos um mundo em que todo mundo tem voz. Atualmente não dá mais pra ficar isolado, atuar de forma compartimentada. Precisamos aprender a colaborar mais”, avalia a sócia-diretora da agência Cause, Mônica Gregori.

Mobiliza convida para o diálogo

Comprometida com a produção e o compartilhamento de conhecimento, a Mobiliza lança neste ano a coleção MOBILIZA. A ideia é refletir sobre temas estratégicos do campo social, especialmente no que tange à mobilização de recursos e inovação no campo das organizações da sociedade civil.

Com três edições previstas para o ano, os cadernos trarão entrevistas de especialistas, experiências práticas do campo, dicas de leitura e repercussão de temas com quem atua na área. A primeira publicação terá como tema “Organizações da sociedade civil do século XXI – tendências de atuação”.

Os cadernos serão lançados a cada três meses no próprio site e redes sociais da Mobiliza. Em 2018 será publicado um compilado com os principais assuntos debatidos ao longo das publicações. O download será sempre gratuito.

Participantes do evento.
Rodrigo Alvarez, sócio diretor da Mobiliza e participantes de conversa sobre inovação social.

“Não temos a pretensão de encerrar qualquer assunto ou conduzir o debate para conceitos conclusivos. A ideia é provocar, convidar para o diálogo. Depois de tantos anos atuando no setor, percebemos que existe muitos aprendizados gerados em algumas organizações, mas é um conhecimento que não circula. É preciso mobilizar esse conhecimento. O campo todo sai ganhando”, explica Rodrigo Alvarez, diretor da Mobiliza.

A primeira edição será lançada no início de junho. Caso queira receber gratuitamente seu exemplar, cadastre seu e-mail no rodapé desta página.  A ideia é que, após a publicação do caderno, o diálogo continue nas redes sociais, conectando pessoas e mobilizando conhecimento.

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