Festival ABCR: conhecimento, práticas e inovação para captadores de recursos

O mês de maio foi marcado pela 8ª edição do Festival ABCR (Associação Brasileira de Captação de Recursos), em São Paulo. Os cerca de 500 participantes, de 23 estados, dividiram-se entre 40 sessões simultâneas e 6 palestras máster, distribuídas nos três dias de festival, para discutir temas sobre as diferentes frentes da captação no Brasil.

Especialistas renomados, nacionais e internacionais, compartilharam conhecimentos e experiências com uma plateia que saiu do evento mais fortalecida e pronta a apoiar suas organizações no enfrentamento de obstáculos impostos por tempos difíceis, que têm impactado a sustentabilidade de muitas ONGs.

Fábio Barbosa, vice-presidente da Fundação Itaú Social; Anne-Laure Pernee Kapoor, chefe de captação de recursos com pessoas físicas do comitê internacional da Cruz Vermelha; Paula Gonçalves, a “Magic Paula”, ex-jogadora de basquete e fundadora da ONG Instituto Passe de Mágica; e Darian Heyman, autor dos best sellers “Nonprofit Management 101” e “Fundraising 101” eram alguns dos muitos palestrantes do Festival.

“Um dos diferenciais desta edição foi ter um terço das 40 sessões de palestras indicado pelos próprios captadores, por meio do edital que abrimos para este fim”, comemora João Paulo Vergueiro, diretor executivo da ABCR.

A diversidade dos temas comprovou o sucesso da estratégia da chamada pública. Os assuntos trouxeram à tona desafios e oportunidades para a captação de recursos nas áreas de Saúde, Cultura, Educação, Esporte e Meio Ambiente.

Plateia lotada nos três dias de festival (foto: Priscila Furuli Fotografia)

 

Nas palestras e apresentações de cases de sucesso, não faltaram ferramentas para ampliar e fortalecer a captação. Novas abordagens no marketing direto e digital, planos de negócios customizados para comunidades, a relação das ONGs com os bancos, inovações no CRM, crowdfunding e, até mesmo, a realidade virtual ampliaram horizontes das equipes de captadores das ONGs presentes, de pequeno, médio e grande porte.

Outra novidade foi a possibilidade de o participante do Festival receber 9 pontos para somar ao seu processo de obtenção do CFRE (Certified Fund Raising Executive), certificação internacional para captadores de recursos. Também, nessa edição, aconteceu a entrega do 1º Prêmio ABCR, uma iniciativa que reconhece e valoriza profissionais e organizações que são referência na captação de recursos do País.

Produtos e serviços para a área

A Feira de Expositores trouxe novidades ao evento, com estandes que oferecem soluções a ONGs para qualificar a captação de recursos. “Queremos promover e estimular cada vez mais essa ação para que os captadores possam ter contato direto com empresas que oferecem produtos e serviços voltados à área. Nesta edição, tivemos sete estandes de empresas, todas de altíssimo nível”, explica João Paulo.

“Estamos no mercado há 5 anos e há 3 oferecemos tecnologia exclusivamente para o Terceiro Setor, desenvolvendo ferramentas de captação de recursos, voltadas à aquisição, ativação, relacionamento e retenção de doadores. Nós já atendemos grandes ONGs e agora queremos focar também nas de médio e pequeno porte, por isso, participar da feira foi uma decisão estratégica para conhecer melhor o mercado. Tínhamos a ideia de mostrar aos captadores e suas organizações que existíamos, mas saímos de lá com muito mais que isso, porque nos conectamos com as pessoas e estamos gerando parcerias”, ressalta Jonas Araújo, CEO da Trackmob.

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Feira de expositores e espaço para networking (foto: Priscila Furuli Fotografia)

 

Para Marcelo Estraviz, presidente do Instituto Doar, ex-presidente da ABCR e vencedor do prêmio Captador Emérito do Festival ABCR 2016, a 8ª edição bateu todas as expectativas: “Algumas decisões contribuíram para isso, como manter o evento no mesmo local e abrir um espaço bacana para o networking, com estandes de empresas. A qualidade das palestras também foi um dos pontos fortes, com temas novos, especialistas novos. Hoje posso dizer que o Festival ABCR é um dos três principais eventos do setor, equiparando-se ao Congresso do GIFE e ao FIFE, do Instituto Filantropia, consolidando-se como a iniciativa voltada aos captadores, desde chefes de departamentos a equipes inteiras de captação das organizações”.

Falando de futuro

O evento nem bem acabou e seus organizadores já articulam a próxima edição. “Para 2017, não pretendemos realizar muitas mudanças, já que o formato atual atingiu os objetivos esperados. O que queremos é ampliar o número de sessões paralelas e a seleção de palestras indicadas por nossos associados”, revela João Paulo.

Sobre a atuação da ABCR, Marcelo acredita em grandes avanços, já que a instituição conquistou o reconhecimento e a credibilidade necessários. “Vejo a ABCR com o papel de fortalecer o setor, de desenvolver e exercer advocacy para defender os interesses da área, envolver mais pessoas no tema. Essa é uma vitória de uma trajetória construída nos últimos anos. Agora, o desafio é aumentar o número de associados, não só para sua sustentabilidade como para fortalecer sua representatividade. Nos próximos anos, a instituição pode se tornar um centro de formação, realizando cursos em parcerias com universidades e, paralelamente a tudo isso, o Festival crescendo sempre como um pilar essencial da organização. Ajudamos a estruturar a área de captação, que no começo dos anos 2000 era árida. As organizações não sabiam como atuar. Hoje existe planejamento, metas, uma conquista que teve a participação direta da ABCR”.

Jonas, da Trackmob, está otimista e pretende participar novamente do Festival. “Espero que em 2017 tenhamos mais ONGs presentes e que as que conhecemos este ano possam superar a crise, mantendo-se financeiramente equilibradas para cumprir seu importante papel social. Que possamos falar sobre crescimento e sair do patamar atual, da sobrevivência. Toda pessoa que é um empreendedor social ou que deseja empreender precisa estar nesse festival. Nós, que atuamos no mercado há meia década, descobrimos muitas coisas do setor que não sabíamos. O nível de conhecimento que o festival proporciona é altíssimo. Uma experiência única.”

Para os idealizadores, a valorização da área de captação de recursos é outra conquista da iniciativa: “O Festival consolida-se como um evento de troca entre as ONGs, entre os captadores e as empresas que prestam serviços à área. Promove o espírito de equipe e fortalece a autoestima de uma categoria extremamente importante nas organizações e que, nem sempre, recebe o reconhecimento que merece. Saber que ONGs de diferentes portes estão investindo nesses profissionais, levando-os ao Festival, mostra o fortalecimento de um olhar que valoriza esse trabalho e a construção de uma política para o desenvolvimento dos captadores de recursos. A captação não é um apêndice das organizações. Ela é uma área estratégica e vital para a sustentabilidade das instituições”, conclui João Paulo.

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